segunda-feira, 16 de maio de 2011

Festival Internacional DançaPontoCom Abre na Próxima Quarta



Estabelecer no apenas um ponto, mas múltiplos pontos de comunicação na produção de dança hoje. Este é o objetivo do Festival Internacional DançaPontoCom que chega à segunda edição na próxima quarta-feira, dia 18 de maio, com uma intensa programação que inclui espetáculos, processos de criação, debates, performances, oficinas, conferências, uma grande festa e muito espaço para o diálogo.

O Centro Municipal de Cultura será palco desse encontro entre artistas, professores, pesquisadores, como a Companhia de Andrée Martin e seu L’Abécédaire du corps dansant (Canadá) e a Companhia Gestus (SP). Na programação estão criadores e teóricos que pautam sua produção pela convergência de linguagens, como o diretor teatral Élcio Rossini, a coreógrafa Tatiana da Rosa e a professora e artista plástica Maria Helena Bernardes. O público poderá conferir gratuitamente toda programação que ainda inclui a presença da bailarina carioca Cláudia Müller com o projeto Dança Contemporânea a Domicílio. Ela atenderá pedidos de entrega do público, agendados pelo telefone.

O Festival Internacional DançaPontoCom é uma realização do Centro de Dança da Secretaria da Cultura de Porto Alegre. Outras informações podem ser obtidas através do fone 3289.8063 ou 8065 ou centrodedanca@smc.prefpoa.com.br.


PROGRAMAÇÃO:

OBS: toda programação ocorre no Centro Municipal de Cultura (Av. Erico Veríssimo, 307) com entrada franca. As senhas para os espetáculos podem ser retiradas uma hora antes do inicio na bilheteria do teatro). Os que desejarem receber certificado(freqüência mínima de três espetáculos +duas conferências/diálogo), devem procurar a produção do evento no local.)

18 de maio(Quarta-feira):
19h L’Abécédaire du corps dansant, U-Usage, Andrèe Martin e grupo (Canadá);
20h Diálogos artísticos Andrèe Martin e grupo. Mediação: Suzi Weber, Profª. do Curso de Graduação em Dança da UFRGS e Doutora em Estudos e Práticas em Artes, pela Universidade de Quebec/Canadá;

19 de maio(Quinta-feira):
Das 9 às 12h Oficina Corpos, poéticas e políticas, com Cláudia Müller (RJ-Brasil)
19h Performances: Corpo algodãozado + aqui cruza um rio/procedimento de falar-fazer, com Tatiana daRosa (RS-Brasil) e Palavras, de Elcio Rossini, com Anildo Böes e Mauricio Casiraghi (RS-Brasil);
20h Diálogos artísticos, Tatiana da Rosa e Elcio Rossini. Mediação: Sandra Meyer, Profª do curso de Artes Cênicas da UDESC/Florianópolis. Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP;

20 de maio(Sexta-feira):
Das 9 às 12h Oficina Corpos, poéticas e políticas, com Cláudia Müller;
11h / 16h / 18h Espetáculo L’Abécédaire du corps dansant,
S- Sens/Sensation/Perception(3 sessões com Andrèe Martin e grupo)
19h Espetáculo Sobre todos nós, Direção de Gilsamara Moura/Grupo Gestus (Araraquara/SP);

21 de maio(Sábado):
19h Conferência Arte e experiência, com a professora e artista plástica Maria Helena Bernardes/RS;
20h30min Performances, happenings, instalações, atividades ou outras experiências (in)omináveis, com Grupo Experimental de Dança da Cidade;
22h Festa Footlooser (saguão do CMC);

22 de maio(Domingo):
16h Espetáculo de Dança Infantil Faz de Conta Que, com Grupo Experimental de Dança da Cidade;
19h Espetáculos Viral e Microdanças que se desfazem, com Grupo Gestus


Telentrega de Dança Contemporânea em domicílio, com Cláudia Müller. Solicitações através do fone (51) 8128.4291, nas seguintes datas e horários para apresentações:
Dia 18/05 Das 15h30min às 19h;
Dia 20/05 das 17h às 18h;
Dia 21/05 das 09h às 11h.

Centro de Dança - SMC (32898065 ou 32898063)
Acesse o nosso blog: http://cdancasmc.blogspot.com/
Siga-nos no twitter: http://twitter.com/#!/cdanca_smc_poa

quarta-feira, 11 de maio de 2011

PUBLICAÇÃO DE OBRA



AGUARDE! ESTA CHEGANDO!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

CURSO DE TANGO ARGENTINO GRATUÍTO



CURSO DE TANGO ARGENTINO DE 2011. ESTE CURSO DE TANGO DANÇA É REGULAR E GRATUITO E ACONTECE NA UFRGS- CASA DO ESTUDANTE DA UFRGS: AV. JOAO PESSOA 41- SEGUNDO ANDAR- SALA X. CENTRO DE PORTO ALEGRE.


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PROF. ARGENTINO DE TANGO
(51) 9911-1822
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Concursos e editais abertos até junho

Estão abertas as inscrições para uma série de concursos e editais, de áreas culturais diversas, no Brasil e no exterior. Os prazos vão de março até o início da segunda quinzena de junho. Fique atento!

A seguir, confira a seleção feita pelo Acesso:

Conexões 2011
Área: cinema
Inscrições: 28 de março
Objetivos: desenvolvimento de textos do dramaturgo Cássio Pires por grupos de teatro de escolas públicas e particulares, além de coletivos independentes.
Informações: www.conexoes.org.br

Curso de Formação de Mediadores da 8ª Bienal do Mercosul
Área: artes visuais
Inscrições: 2 de maio
Objetivos: treinamento para o evento e formação para um entedimento maior sobre a natureza da mediação.
Informações: www.bienalmercosul.art.br

18º Festival de Teatro do Rio
Área: artes cênicas
Inscrições: 25 de maio
Objetivos: seleção de peças para participação no Festival.
Informações: Rua Ibituruna, 108 – Vila Universitária, casa 11, 2º andar

Festival Internacional de Cine de Santiago – SANFIC
Área: cinema
Inscrições: 27 de maio
Objetivos: seleção de longas para participação no Festival.
Informações: www.sanfic.com

2ª Convocatoria Ibermedia
Área: cinema
Inscrições: 30 de maio
Objetivos: seleção de projetos para as categorias: “formación, delivery, desarrollo y coproducción”.
Informações: www.programaibermedia.com


1º Edital para Ações Culturais Prêmio Ensaiando um País Melhor!
Inscrições: 3 de junho
Objetivos: fomentar o desenvolvimento de iniciativas culturais que ainda não se firmaram. Serão premiadas sete iniciativas do interior do Estado de São Paulo e uma na cidade de São Paulo.
Informações: www.ensaiandoumpaismelhor.com.br


Festival Nacional de Curtíssima Metragem – Claro Curtas
Área: cinema
Inscrições: 17 de junho
Objetivos: seleção de curtas que reflitam sobre o tempo na sociedade contemporânea.
Informações: www.clarocurtas.com.br


Manauscult
Área: produção cultural, música, teatro, dança, literatura, produção audiovisual, artes visuais, circo e artesanato
Inscrições: 17 de junho
Objetivos: financiamento de 84 projetos culturais de pequeno porte
Informações: www.manaus.am.gov.br

Ladislau Dowbor* – Cultura e desenvolvimento local


Antes de tudo, é preciso saber de que cultura falamos. Há uma visão estreita de cultura, no sentido ministerial, digamos assim, e na concepção pre-Gilberto Gil, de que se trata de organizar eventos simpáticos com artistas, inaugurar museus, promover eventos no teatro municipal, canalizar os impostos, com os quais empresas estão desgostosas, para financiar produtos culturais. Nada contra essa visão que é necessária e útil. Mas se trata aqui, de uma faceta apenas, e limitada, muito reminiscente de la culture, com sotaque francês, e de imortais maranhenses. Economicamente, é a cultura do mecenato, da generosidade, do verniz elegante de quem já acumulou.

Há também uma visão mais popular, sem dúvida, mas igualmente estreita, que tem sido chamada de “indústria da cultura”, e que os americanos chamam de entertainment industry. Com a expansão do rádio, do cinema, da televisão e do 3G; com a penetração da TV em praticamente qualquer residência (95% dos lares têm TV no Brasil), com crianças assistindo, em média, 4,5 horas por dia; com o controle dos meios de comunicação pertencente, basicamente, a quatro grupos privados, gerou-se uma máquina de fornecimento de produtos culturais padronizados, de alguns pontos centrais para todo o País. É uma cultura de recepção, passiva e não-interativa, centrada na geração de comportamentos comerciais, já que o seu ciclo econômico passa pela publicidade, cujo financiamento, alias, sai do nosso bolso.

O efeito é, por um lado, o consumismo obsessivo, vitimando, particularmente, as crianças; e, por outro lado, uma cultura apelativa, que trata, essencialmente, de manter a audiência, ainda que seja transformando crime em espetáculo. Trata-se, literalmente, da indústria do consumo, em que a cultura entra apenas como engodo. No conjunto, esta dinâmica gerou uma imensa passividade cultural. A criação, esta depende do criador entrar no seleto grupo que uma empresa irá apoiar, para virar, na melhor tradição do “jabá”, um sucesso. A cultura deixa de ser uma coisa que se faz, uma dimensão criativa de todas as facetas da nossa vida, e passa a ser uma coisa que se olha, sentado no sofá, publicidade de sofá incluída.

A era da internet vem, naturalmente, transtornar o confortável universo dos latifundiários das ondas magnéticas, das editoras, dos diversos tipos de intermediários. Filmes simples, mas criativos, a partir de qualquer celular encontram enorme sucesso no YouTube; músicas alegres, tristes ou debochadas passam a circular no planeta sem precisar da aprovação de emissoras; artesãs do vale do Jequitinhonha, que vendiam artesanato a 10 reais para se espantarem ao saber que eram revendidas por R$150, passaram a furar os bloqueios dos atravessadores e a vender na internet. Livros que nunca estão disponíveis nas livrarias aparecem online, com muito mais leitores. Nas universidades, surge o OCW – Open Course Ware, que assegura ciência gratuita e dinamiza a pesquisa. É a desintermediação em marcha, fim do controle absoluto de quem não cria, mas fornece o suporte material para a criação, e se apropria do copyright em nome dos interesses do autor. E sempre o argumento de que estão ajudando o pobre autor.

Na favela de Antares, no Rio de Janeiro, dotada de banda larga, os jovens plugados passam a fazer design e a prestar serviços informáticos diversos, o que lhes rende dinheiro, e fazem cultura por prazer e diversão. Nas cidades com acesso WiMax, banda larga sem fio, as crianças têm na ponta dos dedos acesso a criações científicas, lúdicas ou artísticas de qualquer parte do mundo, esbarram no inglês macarrônico mas suficiente, criam comunidades virtuais.

De certa forma, a reapropriação dos canais de criação cultural pelas comunidades gera uma outra cultura, agora, sim, no sentido mais amplo. Uma comunidade periférica ou um município distante já não são isolados, ou inviáveis, como os classificam os economistas. O resgate da identidade cultural é central para um resgate muito mais amplo do sentimento de pertencer ao mundo que se transforma, de participar da criação do novo. E o desenvolvimento é apenas em parte uma questão de fatores materiais, de investimentos físicos. A atitude criativa está no centro do processo de desenvolvimento em geral. Estamos entrando na era da economia do conhecimento, e a cultura, longe de ser a cereja no bolo dos afortunados, passa a ser o articulador de novas identidades locais.

*Ladislau Dowbor é formado em Economia Política pela Universidade de Lausanne, na Suíça; Doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, na Polônia (1976). Atualmente, é professor titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP, e continua com o trabalho de consultoria para diversas agências das Nações Unidas, governos e municípios. Atua como conselheiro na Fundação Abrinq e no Instituto Polis, entre outras instituições.

Unesco anuncia financiamento a projetos sobre diversidade cultural


Até o dia 15 de junho, quem tiver projetos e programas com foco na diversidade cultural poderá inscrevê-los no edital recém-aberto do Fundo Internacional para a Diversidade Cultural, com valor máximo de financiamento de US$ 100 mil.

Em sua segunda edição, o Fundo foi criado pela Unesco em 2005, como parte de sua Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, composta e subsidiada por 116 países. Seus objetivos são apoiar países em desenvolvimento em seus esforços de implementar e fortalecer estruturas institucionais, políticas, capacidades e indústrias culturais; além de ajudar na preservação de expressões culturais em vias de extinção e de gerar oportunidades para o surgimento de novas atividades no setor.

A seleção dos projetos é realizada por um comitê intergovernamental, formado por especialistas na área, que encaminha as propostas ao Fundo. Em 2010, foram financiados 20 projetos africanos e 9 americanos.

Para participar, os proponentes devem enviar seus projetos para a pré-seleção da Divisão de Assuntos Multilaterais Culturais do Ministério das Relações Exteriores – DAMC/MRE.

Veja abaixo, como proceder:

Fundo Internacional para a Diversidade Cultural
Inscrições até 05 de junho de 2011
Observação: o formulário de pedidos de financiamento deve ser escrito em francês ou inglês e enviado para a Divisão de Assuntos Multilaterais Culturais do Ministério das Relações Exteriores – DAMC/MRE.
Endereço para envio: Palácio do Itamaraty, Esplanada dos Ministérios, Bloco H, Brasília -DF, Brasil, CEP.: 70.170-900
Informações: DAMC@itamaraty.gov.br
giselle.dupin@cultura.gov.br

Série EBEFI – Em busca de caminhos para a economia criativa

Há 20 anos, o governo australiano teve o insight de posicionar a cultura como um importante ativo econômico para o país. Hoje, a Austrália exporta este know how para países em desenvolvimento que desejam ampliar seu PIB com a implementação de negócios sustentáveis na cadeia cultural. Por si só, a história dessa nova economia alça a Austrália ao topo, no entanto, quando falamos de economia criativa é da experiência inglesa, ancorada pelo então primeiro-ministro Tony Blair, que lembramos. Ao contrário do australiano, o modelo de Blair buscava, nos signos intangíveis, a competitividade para a economia, o que fez com que os britânicos passassem da exportação de carvão, no século 19, para a exportação de obras de arte, como as do artista plástico Damien Hirst, no século 21.

No Brasil, o conceito ainda engatinha, em busca de um modelo que se adapte a seu ambiente cultural. Também enfrenta a barreira da quebra de paradigmas com relação à crença na viabilidade econômica da cultura. Ainda assim, dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística dão conta de que, em 2007, o setor foi responsável por movimentar cerca de R$97,5 bilhões, o que representaria, aproximadamente, 4% do PIB do País.

De olho no potencial da cultura tanto para o desenvolvimento socioeconômico quanto para a construção da imagem positiva do Brasil no exterior, o Ministério da Cultura criou a Secretaria da Economia Criativa, dirigida pela socióloga Cláudia Leitão. “Havia uma necessidade de institucionalização da área. O Brasil precisa construir os próprios paradigmas ao invés de copiar modelos. A expressão economia criativa tem o conceito em construção e ainda não temos um marco conceitual. Esta economia cresce de 6 a 10% no PIB de países desenvolvidos e em desenvolvimento, com destaque para os da Ásia e do Oriente Médio, segundo a Unctad – Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento. Mas apesar da abundância de talentos criativos, a maioria dos países tem potencial criativo subutilizado”, explica Leitão.

Segundo a secretária, o intercâmbio com outros setores é de suma importância para o desenvolvimento de um modelo criativo bem-sucedido. “A Secretaria nasce transversal e quer dialogar com os ministérios da Esplanada. Precisamos conversar sobre previdência, marcos regulatórios e formação profissional, entre outros temas. Essa nova economia denota uma generosidade, uma volta ao escambo simbólico; há uma ligação com a economia solidária”, diz Leitão.

Do outro lado da ponta, Piatã Stoklos, da Vice Presidência de Marca, Marketing, Comunicação e Interatividade do Santander, reverbera o desejo do banco de atuar junto à sociedade para o fortalecimento de uma economia baseada na cultura. “Estamos inquietos com a economia criativa e, hoje, temos mais questionamentos do que respostas. Adotamos o conceito como linha de atuação depois de pensar sobre o que uma instituição financeira poderia fazer em relação ao mercado cultural que fosse diferente de conceder patrocínio. Buscamos novas ideias, pela via da cultura e das artes como viés para trabalhar a economia criativa, e resolvemos agregar a isso o conhecimento do banco sobre desenvolvimento de plano de negócios e sustentabilidade. Entendemos que há uma necessidade de mudar a lógica estabelecida que trabalha com projetos culturais e não com empreendimentos culturais, com negócios culturais”, conta Stoklos.

A economista e autora do livro Economia da cultura e desenvolvimento sustentável – O caleidoscópio da cultura, Ana Carla Fonseca, lembra que a globalização igualou tecnologias e ferramentas, criando a necessidade da busca por elementos novos que diferenciem os países. “Vivemos em um mundo globalizado, em termos de bens e serviços, que exige diferenciação. Capital e tecnologia, hoje, são ativos muito facilmente transferíveis entre os países, enquanto a criatividade das pessoas se tornou um grande diferencial. A economia criativa gera novos olhares, novos modelos de negócios, e alguns países já perceberam isso. Segundo dados da ONU, 11% do PIB dos Estados Unidos vem da economia criativa”, argumenta.

Confira os obstáculos ao desenvolvimento da economia criativa, segundo Cláudia Leitão:
• Ausência de pesquisas.
• Baixa disponibilidade de recursos financeiros.
• Baixo investimento em capacitação dos agentes atuantes na cadeia produtiva destas indústrias.
• Pouca infraestrutura no que se refere à distribuição e difusão de bens e serviços.

Acesso pergunta: o que você acha da proposta de passar a tratar o projeto cultural como empreendimento cultural?


Priscila Fernandes / blog Acesso

http://www.blogacesso.com.br

Fundação Telefônica seleciona projetos na área de cultura digital

Responsável pela maior parte das ações sociais e culturais do Grupo Telefônica no mundo, a Fundação Telefônica inaugura no Brasil sua nova iniciativa na área. Até o dia 30 de junho, a Fundação receberá inscrições para seu primeiro processo de seleção pública de projetos culturais.

A realização do edital faz parte da estratégia de patrocínio da Fundação, de apoio a projetos que tenham como foco a democratização do acesso à cultura digital para o público infanto-juvenil, além da promoção do protagonismo juvenil em meios digitais. “O foco da Instituição é contribuir para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, e sentíamos falta de uma ação que, por meio do acesso ao conhecimento, pudesse facilitar o consumo de bens culturais, um elemento essencial para a formação desse público”, explica o diretor-presidente da Fundação Telefônica, Sergio Mindlin.

Com vistas ao fortalecimento do processo de formação de público, o principal critério de avaliação dos projetos do edital está focado em contrapartidas educativas, que possibilitem o acesso à cultura digital e incentivem o protagonismo sociocultural. Também serão valorizadas as iniciativas que propuserem o desenvolvimento do vínculo entre arte e tecnologia, linguagens inovadoras e estímulos à interatividade.

Como participar

Só serão aceitos os projetos já inscritos na Lei Rouanet, nas seguintes áreas: Artes Visuais, Artes Integradas, Artes Cênicas, Audiovisual, Humanidades, Música ou Patrimônio Cultural. As iniciativas devem acontecer entre julho de 2011 e junho de 2012 e solicitar um valor de até R$ 500 mil.

Para se inscrever, acesse o site da Fundação (http://www.fundacaotelefonica.org.br/Home/Home.aspx), leia o regulamento e preencha o formulário. Boa sorte!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

2º Encontro Nacional de Pesquisadores de Dança será em maio!



O 2º Encontro Nacional de Pesquisadores de Dança, organizado pela Associação Nacional de Pesquisadores de Dança (ANDA), será realizado nos dias 21 e 22 de maio, em Porto Alegre. A primeira edição do encontro foi realizada em Salvador, em 2008, e resultou na criação da ANDA.

Este ano, o encontro terá o eixo temático Contrações epistêmicas, reunindo trabalhos gerados na área da dança a partir de conhecimentos adquiridos em outros saberes. O objetivo é ampliar a área de conhecimento em dança. Dentro do tema acima, os trabalhos serão guiados em seus comitês temáticos: Produção de Discurso Crítico; Dança e Mediações Educacionais; Dança e (em) Política; Dança em Configurações Estéticas; Interfaces de Dança e Estados do Corpo; e Memória e Devires em Linguagem de Dança.

No momento, a organização do evento está finalizando os envio das cartas de aceite dos resumos dos trabalhos enviados. Quem desejar, pode participar do encontro apenas como ouvinte mediante pagamento da taxa de R$ 20. Mais informações pelo telefone (51) 3308-5880 e pelo email 2encontroanda@ufrgs.br.

O encontro será realizado na Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), localizada na Rua Felizardo nº 750, bairro Jardim Botânico.

Atualmente, a diretoria da ANDA está composta pelos seguintes nomes: Dulce Aquino (UFBA), Helena Bastos (USP), Kathya Godoy (UNESP), Lisete Vargas (UFRGS) e Marcos Bragato (UFRN). São suplentes: Leda Iannitelli (UFBA), Itala Clay (UFAM) e Adriana Bittencourt (UFBA). O Conselho Deliberativo e Fiscal: Gilsamara Moura (UFBA), Joubert Arrais (UFBA/UFC), Lenira Rengel (UFBA), Marila Velloso (FAP/PR ), Renata Xavier (PUC/SP) e Rita Voss (UBC/SP).

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Dança em Porto Alegre... por Airton Tomazzoni



por Airton Tomazzoni • 20/04/2011

Durante a semana de Porto Alegre, um crítico teatral da cidade revelou um saudosismo de tempos melhores para a dança, relembrando o tempo no qual academias e as escolas realizavam grandes produções e tinham público garantido. Além disso, anunciava as grandes expectativas que o teatro local prometia, avaliando que a área teatral estava bem, mas a dança nem tanto. O parâmetro final usado para tal constatação era finalizado pela pouca participação de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul no noticiário da revista Dança. O engraçado é que as duas páginas do jornal em que a crítica foi publicada apareciam inúmeras (e bacanas!) ações de dança que se multiplicavam só naquele final de semana na cidade.

Tal ponto de vista me levou a fazer uma reflexão e lançar um olhar para os últimos 12 meses da dança em nossa cidade, para ver se também sentiria saudade do passado ou se realmente, como me parecia, as coisas não andam tão mal assim. Mesmo que possam – e mereçam – estar melhores, acredito que a dança está fazendo sua vez e os últimos meses (só para não nos estendermos pelos últimos anos) reforçam isso.

Sim, as escolas e academias não dominam mais a produção de dança. Aliás, a dança se multifacetou, pluralizou e se descentralizou em muitos sentidos. Para isso, há de se querer enxergar os quase 70 grupos que atuam hoje em Porto Alegre. Não apenas os vinculados a escolas de balé, como já foi a hegemonia de um passado não muito distante. Somam-se aí, para além de gostos pessoais, grupos folclóricos, de dança de salão, de dança do ventre, de dança de rua, de dança contemporânea, que passaram a estabelecer um outro cenário ao lado de tradicionais grupos e companhias que ainda se preservam e lutam para manter seus trabalhos.

Ok. Grupos temos, mas isso não implica necessariamente em produção, nem em qualidade de produção. Mas então vamos avançar. Em 2010 fomos presenteados com o projeto Dar carne à memória (foto), coordenado pela professora e bailarina Mônica Dantas, que colocou em cena o repertório de trabalhos da coreógrafa Eva Schul, desde o Berro Gaúcho, da década de 70, até criações memoráveis como os solos, que incluíam Cibele Sastre, Eduardo Severino, Luciana Paludo e Tati Rosa.

Tivemos Ivan Motta revisitando Fernando Pessoa e Heloísa Bertoli visitando Florbela Espanca. Tivemos a primeira produção de Alexandre Rittman, financiada pelo Fumproarte, permitindo se arriscar como criador para além dos balés de repertório. Tivemos duas exitosas produções do Grupo Experimental de Dança: Faz de conta que, com dança contemporânea para crianças e Pulp dances, mergulhando no universo do cineasta Quentin Tarantino. Até butô inspirado em Mario Quintana tivemos. Ainda mais recentemente, tivemos a estreia de Cem metros de valsa e um grama, vencedor do Prêmio Klauss Vianna, da Funarte.

Isso pra não falar de todo um circuito que não precisa mais de teatros e casas de espetáculos para sua produção e que vem criando novos formatos e modos de mostrar sua produção e processos. E só pra não alongar, tivemos a Muovere pelas ruas e vitrines e nos finais de semana pelos night clubs. Tivemos o Edu Severino, Lu Paludo e Luciano Tavares pelos parques da capital. Tivemos um bocado de belos encontros de contato improvisação que se espalharam pela cidade.

Então o buraco estaria onde? Menor reconhecimento? Daí, vimos o Eduardo Severino, mesmo concorrendo com qualificados e renomados atores da cena local, receber o Prêmio Braskem do festival de artes cênicas POA em Cena. E mais, o Prêmio do Júri Popular também não ficou com o teatro, mas com a dança: com o espetáculo My house, de Marco Rodrigues, reafirmando a qualidade da produção da dança de rua.

Tivemos, inclusive, um marco histórico, o primeiro edital da Lei de Fomento, onde mais uma vez, a dança afirmou sua qualidade, com a Terpsí sendo a primeira companhia a ser contemplada, entre grupos de teatro e dança. Um financiamento não para produção, mas para (finalmente) manutenção de grupos e companhias. Um impulso para a continuidade do Centro Coreográfico que a Carlota Albuquerque e sua turma vêm mantendo no Museu do Trabalho.

Poderíamos pensar que a dança perdeu eventos? Sim, o Conesul Dança. Mas e o Movimento e Palavra? O dança em foco – festival internacional de videodança? O Festival Internacional Dança.com? A Mostra de Dança Verão? A Mostra de Dança de Rua de Porto Alegre? O anúncio da segunda edição do Mesa Verde? O Vem Dançar – Festival Nacional de Dança? O III Encontro Meme de Arte Experimental? Isso sem falar das gurias da Cia. de Flamenco Del Puerto, nas noites da Cidade Baixa. E ainda tem mais: o coletivo da sala 209 da Usina do Gasômetro mantendo uma intensa programação e um profícuo intercâmbio de parcerias. E os Encontros da dança, promovidos pelo Centro de Dança que vêm mobilizando importantes discussões e diálogo permanente.

Tudo isso centralizado demais? E que tal pensarmos então no belo trabalho dos oficineiros de dança dentro da Descentralização da Cultura/SMC, como Bia Diamante, Maria Albers, Aline Karpinsky, entre outros.

Faltaria então inserção da dança na escola? Falta, mas também 2010 marcou história. As primeiras contratações de professores para atuarem no currículo da rede municipal de ensino!!! Pela primeira vez passamos a ter professores graduados EM DANÇA atuando em sala de aula e ganhando um salário digno. E ainda tivemos o curso de Graduação em Dança, na UFRGS, engrenando e recebendo sua terceira turma de vestibulandos.

De lambuja, na virada de 2010 para 2011, conquistamos novamente o respeito e valorização da dança na Casa de Cultura Mario Quintana e no Ieacen-RS (Instituto Estadual de Artes Cênicas), com a atuação de Marcelo Restori, Marco Filipin e Marcos Barreto, dispostos a parcerias, escutas e iniciativas.

Sim, se precisa de mais recursos para a área, seja nas esferas municipal, estadual ou federal, as temporadas oferecidas em teatros ainda são minguadas, o espaço de divulgação limitado e, muitas vezes, formadores de opinião incapazes de perceber as mudanças e suas novas solicitações. Isso que devo ter esquecido um bocado de coisas que nessas horas de “balanço” acabam fugindo. Sim, tenho um olhar comprometido de quem está à frente do Centro Municipal de Dança da Prefeitura de Porto Alegre. E com alegria, comprometido, pois afinal, acredito que se possa fazer e continuar mudando o cenário da dança em minha cidade. O fato é que me parece que a dança em Porto Alegre vai, quem quiser e puder que acompanhe esse movimento.

ARTIGO POSTADO NO idanca.net
http://idanca.net/lang/pt-br/2011/04/20/a-danca-em-porto-alegre-vai/17614